quinta-feira, 17 de março de 2011



O sol reflete nas folhas, pessoas passam. O céu esta cinza e o sol vai indo embora, dando espaço a chuva.

    Da janela olho o mundo lá fora. Enquanto estou aqui em um mundo próprio. Que por sua vez poderia ser perfeito, mas a dor foi mais forte, me fazendo ficar presa em um mundo perdido. Onde minhas lágrimas formam o rio. Os pássaros sem assas são meus sonhos reprimidos. As arvores secas são a alma, a minha alma. E esses fósseis que cá estão, caídos. São os restos do meu coração. Bem vindo ao meu mundo. Onde existe uma montanha russa de solidão, e um carrossel do medo. A roda gigante do amor quebrou, e já não há concerto. O trem fantasma da dor. No meu mundo não há visitação, é apenas eu e ele, e meu fracasso.
   E com os fones de ouvido, aumento o som, para não escutar o que o mundo tem a dizer.  Bem vindo ao meu inferno particular.

Nenhum comentário:

Postar um comentário